Salto alto
Giba Um
Tão logo soube do resultado da nova pesquisa do Ibope, o presidente Lula teria festejado com grupo de assessores mais chegados, incluindo Gilberto Carvalho. Depois, por telefone, acabou comemorando também com o marqueteiro João Santana. Em seguida, Gilbertinho teria arriscado um conselho: “Importante é a Dilma não ficar de salto alto”. E aí, Lula, misturando humor com conversa séria: “Mas, como é que ela ficaria de salto alto? Se alguém tem de ficar de salto alto aqui sou eu, que inventei a candidatura dela”.

A toque de caixa
Tutty Vasques
Lula inaugurou solenemente na terça-feira um monumental terreno baldio 
em Marabá (PA). E tem gente que nem assim acredita que 
o País estará com as obras prontas para a Copa de 2014. 
Ô, raça!

A melhor definição do governo lulla



O governo Lula é igual à camisinha:
 A camisinha permite inflação, impede produção, destrói a próxima geração, protege um bando de porras e ainda transmite um sentimento de segurança...
 Enquanto, na verdade, alguém está sendo fodido! ! !







Brasil: Nação ou time, eis a questão
Cláudio Humberto
A profusão de bandeiras nacionais em todos os cantos do País durante a Copa - e somente nela - retoma uma questão recorrente nessas épocas festivas: somos patriotas ou apenas torcedores? O empresário Thomas Korontai, presidente de um novo partido, ainda em formação, discute em seu artigo a polêmica, abordando o civismo - "fruto de orgulho pela nacionalidade",  explicando o que significa, sem desprezar a paixão pelo futebol.

Para Thomas, "o centralismo crônico e doentio deste País distorceu tudo isso, anulou a localidade e seu sentido, tornou o brasileiro uma formiga que trabalha para Brasília carregando pesados impostos e acabou com seu orgulho eliminando sua referência local, em prol do Grande Paizão Federal.

O Brasil, "País de Todos", anulou o cidadão – da cidade – e o transformou em “todos”, uma massa uniforme, que depende cada vez mais de Brasília. Não se poderia esperar outra coisa."



Ave, Lula


JOSÉ DANON

Para a maioria dos brasileiros, já tão acostumados à demagogia tradicional do discurso de seus políticos, não desperta surpresa o exótico comportamento de Lula em suas frequentes e folclóricas manifestações públicas em exibição nos cenários nacional e internacional.
Mas no exterior esse tipo de atitude não contribui favoravelmente para melhorar a imagem de seriedade e estabilidade político-institucional que o Brasil pretende cultivar. O mundo não vê grande diferença entre as excentricidades de um Lula  que se propõe a resolver, munido somente de charme tupiniquim, impasses diplomáticos internacionais históricos e milenares de grande complexidade  ou de um folclórico Idi Amin Dada de triste memória, que afirmava, para o entretenimento de sua plateia global, ser capaz de se comunicar verbalmente com crocodilos.
No caso de Idi Amin, o artifício de se mostrar propositalmente extravagante se justificava em razão de que suas esquisitices faziam parte de um estratagema publicitário que lhe permitia alcançar a visibilidade desejada. No caso de Lula, além do visível objetivo de promoção pessoal, esse comportamento não tem nenhum outro sentido prático, ao contrário. Sua atuação tem contribuído para a desconstrução dos esforços diplomáticos de pacífica e progressista convivência que historicamente orientam nossas relações exteriores. Um sintético retrospecto das recentes peripécias da diplomacia deste governo faz crer que nossa política externa, outrora objetiva e responsável, se encontra hoje em mãos de condutores de maturidade política e de eficácia igualmente questionáveis.
Com Honduras, tivemos o fiasco diplomático resultante da desastrada intervenção brasileira, apoiando e dando abrigo em nossa embaixada a um presidente que pretendia se eternizar no poder e, ao final, foi devidamente substituído por um sucessor democraticamente eleito.
Com a Itália, um inexplicável esforço para dar guarida a um ex-guerrilheiro condenado por diversos assassinatos pela Justiça de seu país, criando um impasse diplomático absolutamente desnecessário com um importante e tradicional aliado comercial e político.
Com a Venezuela, o inexplicável apoio pessoal de Lula ao déspota Hugo Chávez, que ampara guerrilheiros, censura a imprensa e prende opositores políticos, e que Lula, curiosamente, defende como exemplo de liderança democrática (certamente aferido por sua visão pessoal  e esperamos que intransferível  do que seja democracia).
Em Cuba, seu apoio incondicional ao ditador Fidel Castro, no poder, de fato, há 51 anos. Recentemente, por ocasião da morte de Orlando Zapata, prisioneiro político em greve de fome nos calabouços cubanos, Lula logrou a façanha de proferir uma das declarações mais infelizes e polêmicas já protagonizadas por um presidente brasileiro no exterior, culpando a vítima por sua própria morte, ao "deixar-se morrer". Sua bizarra declaração foi unânime e globalmente criticada, até por seus aliados políticos.
Lula foi também o mentor do perdão de dívidas de outros países com o Brasil, ignorando carências internas gritantes. São cenas cotidianas o nosso sistema viário abandonado, hospitais inoperantes, escolas desamparadas, prisões comandadas por prisioneiros, barracos de papelão servindo de moradia a trabalhadores que pagam os impostos que vão financiar metrôs e armamentos na Venezuela, hotéis em Cuba, casas de alvenaria na Bolívia e empregos no Paraguai, no Equador, em Moçambique, na Nigéria, em Cabo Verde, na Nicarágua e no Gabão. O total das dívidas perdoadas desses países foi de R$ 1,62 bilhão, quantia suficiente para atender ao reajuste dos aposentados, que o governo afirma não ter recursos para honrar. Está também doando como ajuda à Grécia mais de R$ 567 milhões, além de emprestar R$ 17 bilhões ao FMI sem haver sido convidado a fazê-lo.
Conta-se que os Césares de Roma traziam a seu lado nas bigas, ao desfilarem em seu triunfante retorno das batalhas, uma pessoa que teria a única função de sussurrar repetidamente em seus ouvidos: "Lembra-te de que és mortal, ó César." Como contrapartida ao clamor da multidão que poderia levá-los a olvidar-se de sua condição humana e acreditar-se divinos, esse chamado tinha o objetivo de reconduzi-los à realidade, lembrá-los de sua própria finitude, restabelecendo assim a normalidade das coisas.
Talvez nos falte alguém que ao lado desse homem visivelmente deslumbrado pelo poder, seduzido pelo afago dos indefectíveis aduladores e de questionável preparo para o exercício de uma função tão complexa, repita ao seu ouvido, de tempos em tempos: "Meu senhor, o senhor é só presidente. Lembre-se de que seu cargo é temporário, ó Lula."
Um presidente que descumpre as leis que não lhe agradam e debocha das sanções que lhe são aplicadas está desprestigiando os fundamentos em que se baseia o sistema democrático, nossa única garantia real de liberdade. Deve-se questionar se quem dá tão pouco valor às regras institucionais que regem a democracia poderá merecer representá-la. Em breve saberemos se a "herança maldita" é a que foi recebida por este governo ou a que será deixada por ele.
Afortunadamente, no bojo da própria arquitetura concepcional, formal e dinâmica da ideia de democracia reside, assim como um antídoto guardado no estojo do veneno, o elemento de correção das possíveis ameaças à sua viabilidade: a obrigatoriedade intransigente e inegociável da reavaliação periódica de sua evolução.
A alternância no poder não pretende ser o elixir de mirabolantes propriedades para a cura de todos os nossos males, mas o nutriente que nos permite sobreviver para que possamos ter a liberdade de errar quantas vezes forem necessárias.
Vale lembrar que a maior virtude da democracia não é a de nos conceder a faculdade de optar pela escolha certa, mas sim a de nos garantir o permanente direito de poder corrigir a escolha errada.
Felizmente, 3 de outubro de 2010 nos espera

O gerente da fábrica de mentiras

AUGUSTO NUNES

O presidente Lula aproveitou a visita à fábrica da Volkswagen no ABC paulista para ampliar a fábrica de mentiras montada em sociedade com o amigo Mahmoud Ahmadinejad. “Todo mundo falava mal do Irã, mas ninguém tinha sentado no tête-à-tête”, reincidiu o campeão da gabolice. “Aquilo que os americanos não estavam conseguindo em 31 anos de negociações com o Irã o Brasil conseguiu em 18 horas de conversa”.

O Brasil não conseguiu coisa nenhuma.

 O presidente só conseguiu o de sempre: o papel de otário megalomitômano no espetáculo do cinismo.

Lula nem imagina o que é fundamentalismo xiita, nunca ouviu falar do aiatolá Khomeini e talvez ignore que o regime instituído em 1979 fez a opção preferencial pelas cavernas em 1979. Mas sabe que o Irã não quer conversa com interlocutores sérios. Ele baixou em Teerã não como negociador, mas como cúmplice.

A discurseira na Volkswagen reafirma uma constatação e conduz a uma descoberta. Lula constatou que a política externa influencia, sim, o comportamento do eleitorado.
E o Brasil que pensa descobriu que o presidente se faz de ingênuo por vigarice. Capricha na pose de mediador esforçado, iludido em sua boa fé pelos americanos, para apresentar Ahmadinejad como o bom moço enganado por vilões e, simultaneamente, apresentar-se como vítima da inveja de Barack Obama.

 De volta aos palanques, tenta agora transformar em vitória um fiasco e convencer plateias grávidas de credulidade de que só não foi promovido a pacificador do planeta por culpa de Hillary Clinton.

“Quanto mais mentiras nossos adversários disserem sobre nós, mais verdades diremos sobre eles”, prometeu José Serra no primeiro discurso como candidato à presidência. É hora de riscar esse restritivo “sobre nós” e rechaçar sem reverências nem eufemismos qualquer tipo de mentira.

 No caso do Irã, por exemplo, Lula finge lidar com uma democracia como tantas, injustamente impedida pelo imperialismo ianque de recorrer à energia nuclear para melhorar a vida dos cidadãos.

É preciso destruir sem demora a fábrica de mentiras. Cumpre à oposição mostrar aos brasileiros o que o regime iraniano efetivamente é: uma ditadura singularmente brutal, que estupra os direitos humanos, frauda eleições, odeia a liberdade de expressão, prende, tortura e mata quem não capitula, sonha com a eliminação física de todos os inimigos, envergonha o mundo civilizado e afronta todo o tempo a consciência universal.

Regimes assim não negociam. Tramam. Não têm interlocutores. Têm comparsas.

Viva a Liberdade de Expressão!!!

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Sejam bem-vindos!

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